Voltar para o início do blog

PALETIZAÇÃO CONVENCIONAL: EVOLUÇÃO NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO

20 abril 2018

PALETIZAÇÃO CONVENCIONAL: EVOLUÇÃO NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO

Muito provavelmente, você tem um carro, seu pai tinha um carro e seu avô também. A única característica em comum dessas três gerações de automóveis é a capacidade de levar os passageiros de um lugar a outro.  Fora isso, pense no que um carro atual tem que um modelo fabricado há 60 anos não tinha. O mesmo pode ser dito sobre as paletizadoras convencionais. A tecnologia evolui, as paletizadoras também.

É preciso olhar para o passado para planejar o futuro. Para entender melhor como funcionam as paletizadoras convencionais, é preciso entender o árduo esforço necessário para desenvolver esses equipamentos.

Vários elementos devem ser levados em consideração logo no início do processo de engenharia. A equipe precisa não apenas entender os desafios do setor, mas também encontrar soluções para resolvê-los da melhor maneira. Além da velocidade e da manutenção, a facilidade de uso e a segurança são fatores de peso na hora de comprar um equipamento e o descumprimento de algum padrão pode afetar a decisão final.

As paletizadoras convencionais estão presentes no mercado há muito tempo, mas isso não significa que estejam desatualizadas. Veja por que elas ainda dão conta do recado.

VELOCIDADE

As paletizadoras convencionais geralmente ainda são a opção mais rápida pra finalizar o trabalho na linha de produção. Isso é porque elas não dependem do movimento de um único braço, o que permite atingir uma maior velocidade de execução.  Ao acumular produtos na esteira, consegue-se um processamento contínuo e operações otimizadas.

Não só a paletizadora evoluiu ao longo dos anos, mas também a forma de interagir com ela. Agora é possível ter um feedback bidirecional e os dados podem ser extraídos da IHM. Tornou-se muito mais fácil acessar e analisar as informações sobre taxas de produção, tempo de inatividade, requisitos de manutenção e mensagens de falhas.

Séries longas de produção de um mesmo produto são perfeitas para as paletizadoras convencionais.  No entanto, é possível também manipular diferentes unidades de manutenção com  umaolução convencional. A IHM permite trocas automáticas de produtos de forma rápida e fácil. Os controles armazenam configurações (receitas) predeterminadas que se adaptam à mudança de produtos na linha de produção. Esses parâmetros definem o padrão que a paletizadora convencional obedecerá para operar com maior precisão. 

As características de manuseio do produto variam dependendo do tipo de produto processado. Caixas, engradados, pacotes, fardos, bandejas ou todos ao mesmo tempo, a paletizadora convencional sabe como posicionar o produto de forma cuidadosa e precisa.

As paletizadoras convencionais são a melhor solução para adaptar-se aos pacotes não convencionais. Produtos pequenos, grandes ou instáveis, todos podem ser paletizados de forma eficaz. As melhorias contínuas da tecnologia agora permitem expandir as fronteiras e alcançar novos limites.

 

MANUTENÇÃO 

Já dissemos, mas vale a pena repetir: O tempo de inatividade é tempo improdutivo. Muitos avanços têm sido feitos para aumentar a confiabilidade da paletização convencional. A solução de problemas ficou mais simples com uma tela que mostra diretamente o status de entrada e saída dos sensores e controles. Se, por exemplo, um ciclo de operação exceder o tempo determinado, ou se houver algum imprevisto, os temporizadores ou sensores detectarão o problema e ativarão o controlador lógico programável (CLP) para deter a máquina. As mensagens de falha aparecerão na IHM explicando o problema, para que ele possa ser avaliado rapidamente. A manutenção preventiva também é facilitada pelas mensagens rápidas na tela.

As paletizadoras convencionais de hoje exigem menos manutenção e, quando precisam de algum conserto, é mais fácil organizar uma manutenção interna. Elas são fabricadas com menos correntes e rodas dentadas, que costumam exigir mais manutenção ao longo do tempo. Quando o acionamento direto não funcionar, pode-se usar um sistema de correntes poly chain, pois exigem menos manutenção e não precisam de lubrificação. A maioria dos motores é acionada por acionamento de frequência variável, permitindo que a operação aumente ou reduza a velocidade de forma gradual. Esse tipo de acionamento diminui o estresse sobre o equipamento e garante um manuseio cuidadoso dos produtos embalados.

Embora as paletizadoras convencionais tenham mais peças, os custos do consertosão reduzidos pela grande disponibilidade de peças de reposição através dos fornecedores locais. As superfícies de desgaste agora são feitas de polietileno de ultra alto peso molecular (UHMW) em vez de aço. O UHMW possui um alto nível de resistência a impacto e seu baixo coeficiente de atrito permite um deslizamento fácil em contato com o metal. É fácil de trocar e custa menos para substituir.

Hoje, os CLPs e IHMs estão ligados às redes gerais das fábricas através de conexões VPN seguras ou roteadores.  Isso permite ter acesso remoto à paletizadora para solucionar problemas e fazer a manutenção. Dessa forma, um fornecedor capaz de oferecer um serviço ao cliente completo e sempre disponível estará melhor preparado para avaliar as situações à medida que ocorrerem.

SEGURANÇA

Ao longo dos anos, as prioridades de segurança da indústria manufatureira mudaram. Antes, era comum ver operadores se aproximando do equipamento sem a devida proteção. As paletizadoras convencionais agora incluem recursos avançados de segurança para evitar acidentes. A paletizadora é protegida por grades. As portas e portões possuem um sistema de chaves de intertravamento. Esse recurso estabelece uma sequência de procedimentos de segurança ao entrar no perímetro do equipamento.  Por exemplo, a chave responsável pela alimentação elétrica também será usada para acessar as áreas de alto risco. Uma vez que a porta esteja aberta, a chave ficará presa até que ela seja fechada novamente.  O operador leva uma chave secundária com ele até a área cercada.  O equipamento não pode ser reiniciado sem que as duas chaves estejam na posição correta.

Além disso, cortinas de luz marcam o perímetro de segurança entre o pessoal e a máquina. Se uma pessoa se aproximar da paletizadora, o feixe de luz a detectará e imediatamente ativará a configuração de segurança da máquina. Corrimãos são instalados na parte superior do equipamento para reduzir o risco de lesões em operações de manutenção. As válvulas de descarga de ar estão instaladas para dissipar qualquer energia contida na máquina no momento da paragem.

As paletizadoras convencionais também possuem freios e eixos de segurança em caso de que as operações sejam interrompidas enquanto o guindaste estiver suspenso. Esse recurso evita movimentos inesperados durante a manutenção ou reposicionamento de paletes ou produtos na área do guindaste.

O cliente agora tem um melhor controle sobre o acesso de determinados membros da equipe a diferentes níveis do equipamento. As funções na tela de toque da IHM agora permitem que os ajustes sejam feitos sem entrar no painel elétrico. Como é mais provável que um técnico de manutenção precise de mais acesso à máquina do que um operador, senhas diferentes serão geradas para ações específicas.

Algumas características da paletização convencional permanecem iguais. Assim como nos anos 40, os produtos ainda passam por uma correia de entrada, por um transportador e, no fim das contas, terminam em um palete. Embora o princípio permaneça o mesmo, a tecnologia do setor evoluiu nos últimos anos para atender à crescente complexidade do mercado.

 

Artigo seguinte